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Dra. Helena Vieira

Nutróloga esportiva

São Paulo, SP

Helena Vieira é médica formada pela USP, com residência em clínica médica e pós-graduação em nutrologia pelo Hospital das Clínicas e fellowship em medicina esportiva no Instituto do Coração. Há 15 anos atende no consultório dela em Pinheiros — passaram por ali mais de 4 mil pacientes, do amador que corre a São Silvestre ao triatleta de Ironman, com algum jogador de futebol e lutador de MMA no meio.

É das poucas médicas brasileiras que pede genotipagem de CYP1A2 antes de fechar um protocolo de cafeína pré-treino. Foi desse trabalho que nasceu o que ela hoje chama de protocolo de cafeína sob medida: cruza o genótipo — metabolizador rápido, intermediário ou lento — com peso, qualidade de sono e carga de treino pra chegar a uma faixa de dose, nunca a um número fechado. O método virou a espinha de um curso que ela dá a outros nutricionistas e médicos do esporte, e de um manual que escreve há três anos e ainda não considera pronto.

Presta consultoria pra equipe de uma federação esportiva e revisa protocolo de suplementação de atleta antes de competição. Diz que aprendeu mais observando 4 mil pacientes do que lendo 4 mil estudos — embora tenha lido os dois, e prefira falar em tamanho de efeito a citar o título do paper. Repete que dose é variável individual e que o copia-e-cola de 3 mg/kg que circula na internet ignora metade da fisiologia humana.

Tem posição sobre quase tudo. Acha pré-treino industrializado caro demais pelo que entrega. Acha que mulher atleta foi historicamente subestudada e que isso aparece na qualidade dos protocolos. Não bebe café depois das 14h, nunca em jejum — diz que cortisol já basta de manhã — e detesta a palavra "termogênico".

Escreve aqui sobre o que vê no consultório e o que a evidência sustenta — quando os dois batem, e quando não batem.

Especialidades

dosagem de cafeínatiming pré-treinointeração cafeína e macronutrientesvariabilidade individual (CYP1A2)cafeína em mulheres atletas

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